quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Paz-ado.

Reconheço... Tudo o que o coração ousou sentir e todas as verdades que obstina trazer, lastimando infelizes, em uma noite de sono se arrasta torpe como outrora no negrume onde só o fez afligir-se, sente-se novamente, subsiste no que... Existiu, viveu, aconteceu e caminha contíguo a todo lugar, é mestre, instrutor, ensinamento, é sábio e agora passou, não que o coração continue em fragmentos, o refizeram, juntaram todos os cacos mas não é o mesmo, feito tatuagens esverdeadas em pele envelhecida o passado é feito. Ele apenas é. Livros, fotos e cartas velhas na cama, xícaras e cotovelos sobre a mesa, discos empoeirados e empilhados em um canto qualquer da sala vazia, do lado de fora de "mim" vejo vidas passando, o tempo é escasso sendo o agora nada mais. Ironia do destino que trouxe pessoas para dizer que por tudo o que fiz irei pagar, sem importância para importar, a musica que toca em mim deixou de ser eu sem ritmo e passou a ser... Agora, agora que já ficou para trás junto as crenças agarrei-me as descrenças, sigo, verdades enterrei, histórias mal contei, contos nem soaram aos ouvidos e eu que já nem sou eu acordei.

Flores, céu e sorrisos.  Bilhetes, encanto e alguém. Abraços, lembranças e arrepios. Outrora, hoje e agora. Despertaram-me do sonho ruim que já nem lembro mais.

Nenhum comentário: