quarta-feira, 20 de março de 2013

Pairar



Meus olhos,
mal posso mantê-los descerrados,
assim,
tão longe de ti.

Minhas mãos,
perduram ao vento
buscando atinar com as mãos que
me levantavam cada vez que eu caia.


Meus dedos,
não filam mais os teus
que se ensamblavam tão bem nos meus.
Há uma enorme distancia entre nós
E eu daria tudo para senti-la aqui,
repousando em meus braços
ao lado das asas que já não possuo.


Meu sorriso,
naufragou no oceano dos teus olhos,
Eu recuei, eu me perdi.
Sinto frio sem o toque abrasador das mãos
que me acalentavam,
Meu anjo!
Mesmo tão perto de ti,
sinto-a tão longe
A quilômetros de distancia de mim.


Minhas asas
foram erradicadas de meu corpo
quando designei o teu amor,
Mas agora estou sem asas,
E o que é desmedidamente pior,
sem você.
Eu não posso voar para lugar algum

Eu não posso pairar perto de ti.
Meu coração se fragmentou ao tocar o solo
Eu apenas tento prosseguir
Mas não consigo se não for contigo
Meu coração se quebrou ao ver o seu entregue a outrem.
Meu amor caído ao chão sem asas não conseguiu mais voar.

terça-feira, 12 de março de 2013

Eu!

E tem dias que acordo assim, revirando os quatro cantos de mim, para poder encontrar algo que me faça sorrir de verdade, com vontade e com liberdade. 
Porque tem dias que me levanto tão ~sei lá~, e com um dia lindo diante dos meus olhos me envolvo apenas com a tempestade dentro de mim. Não há motivo especial, apenas uma noite mal dormida, revirada na cama e esquecida nos lençóis. Eu me perco nesse oceano chamado "eu", cujo minha existência é tão essencial quanto o céu que nos cobre. Não tente dar braçadas após mergulhar ao meu lado, há um grande risco de se perder e não voltar nunca mais. Eu não sou como algo a ser desbravado, não aqui, não agora. Eu sou mais que mistério, eu sou risco, sou perigo. Eu também não estou dizendo que estou infeliz, não! Não estou dizendo que estou mal, não! Apenas não acordei de bem comigo. Acordei bem no meio dessa confusão que habita em meu ser, é uma junção de tempestade e vulcão.
Há sim algumas tantas saídas de emergência e somente uma saída certa, eu já sai muitas vezes, porém sempre fui prática e acabava pegando atalhos, sempre corria e me jogava diante da primeira porta que via, contudo sempre nos dias que me encontrava desprecatada acabava sendo lançada lá para dentro, e me perdendo de novo. Me afadiguei, preciso sair de vez deste lugar e encontrar a saída, para isso preciso apenas abrir caminho, organizar aos poucos o que esta a minha volta, separar lixo do que não é, empilhar e jogar fora tudo o que não me faz bem, tudo o que não mais me pertence.Mas leva tempo, leva paciência, leva desapego, e muita coragem.
Estou buscando o caminho, mas não se apresse, pois nem eu tenho pressa. Além do mais essa confusão a qual pertenço, também pertence a mim.