terça-feira, 19 de junho de 2012

Dai você para, pensa e para de novo.

 Tenta escrever qualquer coisa, mas as linhas continuam vazias, nesse momento você que já está no ápice do descontrole, pois não consegue expor nem por para fora o que sente passa a ser agressivo consigo, abarrota a primeira parede que topar de pancada, chuta cadeira e o que tiver em teu caminho até doer, até sangrar, então você cansa, senta, chora por alguns minutos feito uma criança, se martiriza, E PARA... Vê quão tolo está sendo e pensa. O descontrole novamente lhe cai como luva, você “nervosinho” se entrega e vive nesse ciclo mais uma vez... e outra, e outra.

 De que adianta se entregar a essa aflição? De que adianta se entregar a esse sentimento tão horrendo?
Porque deixar passar em vão um dia tão belo como esse?
 E por algo tão pequeno que ficou lá atrás, no ontem, por quê?
 O agora parece não ter valor, por mais raro que seja você o vê de modo tão insignificante.
 Pudera você conseguir entender tuas atitudes tão infantis, pudera mesmo, pois assim não agiria de forma tão destrutiva, não carregaria cicatrizes nas mãos, tão menos se exporia ao ridículo mesmo quando não há ninguém além de você.
Pudera você acordar, olhar para teu reflexo no espelho e se surpreender ao encontrar aquele cara que a tempos não vê, aquele cara descontraído, descolado, aquele cara brincalhão e chato, mas raro.
Eu sei, você também sente falta dele.

 Você anda tão enfastiado que  decidiu mudar o visual e se cuidar um pouco mais, melhorar sua aparência tão abatida, então, veio alguém lhe dizendo que odeia seu desejo pelo novo, se irrita com a sua vontade de querer dar um passo diferente,  e como um balde de agua fria essas palavras caem com o mesmo efeito.

 Cuida-te, querido, levanta essa cabeça, estufa o peito, distribua sorrisos você é lindo tal como é.
 Levanta menino, põe um brilho nos olhos, vai dar um trato nessa barba estranha, vai cortar teu cabelo.
 Estampa um sorriso, desapega-se desse  monstro que criou e te faz tão mal, vá correr no gramado lá fora, pegue aquelas caixas empoeiradas e vá rir um pouco mesmo com tua renite atacada.
 O céu não é teu reflexo e você não precisa ser o dele, não deixe chover “ai” dentro só porque chove lá fora. Deixe o sol nascer de novo, há muita escuridão no teu peito, teus olhos já nem brilham mais, tua voz nem tem tanta firmeza, não se deixe levar por essa maré, querido, levanta dai e vá abrir a porta, é  aquele bom cara que bate lá fora querendo voltar para casa de onde jamais deveria ter saído.