quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Uma vida e dois m's

Não há nada semelhante em nenhum dos extremos, dentro e fora, e ainda que houvesse seria um mundo e outro mundo. Nada além de nada para ser mencionado, no segundo anterior ou agora que já é outrora. Sem inspiração, sem pudor. Palavras tortas em linhas rentes, indecifráveis, uma linguagem própria sem tradução. Passou o momento em que me vi e a vi ali, noite, o chão era cinza, havia algumas pedras, havia também uma luz que ao invés de alumiar a frente alumiava o céu. Segundos passaram, coração impetuoso, não havia nenhuma lagrima nem sequer uma gota de sangue, havia receio no olhar, contudo a segurança se manifestava em cada palavra que soava daquela boca de lábios tão avermelhados. Seria fácil ludibriar, manipulando os passos de quem ainda não aprendeu a andar sozinho, os segundos transformavam-se em minutos, minutos convertiam-se em horas, essas que foram vivência, vivência que é vida preciosa, pode não haver motivos, como o motivo pode não ter explicação para tamanha proteção, passou. Agora nada mais que nove que também ficaram para trás, sem nada diferente para narrar a sala tem paredes brancas mas é escura, o clarão ofusca a visão... alguns pensamentos ruins outros bons e vice-versa, idéias e mãos vazias.
O era uma vez não chegou ao fim, porém, outrora era uma mulher bem menina que queria se limitar ao dizer... Hoje aquela menina deu origem a uma Mulher, em silêncio.



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