terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Eu gosto de maçã

Ela também. 

Eu gosto de raspar o cabelo, ela odeia que eu raspe.

Já havia esquecido que ninguém precisa gostar de TUDO. Quem me conhece sabe de todas as minhas crenças e convicções, conhece ainda a força com que elas agem em mim, hoje após uma prévia conclusão tendo como base uma controvérsia de outrora descobri que: Cara metade não existe. Fato. A verdade é que existem pessoas inteiras que se unem, amores inteiros que se fortalecem multiplicando alegrias e dividindo tristezas. Não há metade da laranja nem tampa da panela. Pessoas não são como biscoitos metade chocolate metade morango, pessoas não são como frutas que se dividem, mesmo porque quando isso ocorre com uma fruta se uma parte é devorada e a outra não, a parte que sobrou envelhece, perde o sabor, apodrece e adeus. O mesmo ocorreria conosco humanos se fossemos apenas uma metade de um inteiro, se por algum motivo e azar a outra parte partisse iríamos padecer, estragar e morrer. O que quero dizer na verdade é que, se fossem esses ditos verídicos, ao vermos a cara metade partir nunca mais seriamos um inteiro e passaríamos toda a vida em martírio, quebrados e melindrados, já que encontrar uma outra metade com o mesmo corte e/ou encaixe é impossível, pelo menos no caso das frutas. Falando do ciúmes, esse nunca foi o meu forte, sempre achei ridículo e desnecessário, hoje compreendo o porquê e de onde nasce: do medo, porém, ainda  defendo minha convicção que -mesmo me contrariando as vezes-  cada um merece ter seu espaço, suas predileções, seus amigos e o mais importante sua originalidade, em outra palavra individualidade, digo aquela onde se deita a cabeça no travesseiro e passa horas só, só você e Deus..  É, todos nós sem exceção temos hora, hora de ficar juntos e separados, mas lembrem-se que essa é apenas a minha conclusão mesmo não sendo bem recebida. "Franklin my dear, I don't give a damn." haha.

Outro ponto cujo qual não consigo engolir nem em pó –como remédio difícil de digerir- é a infidelidade, ciúmes até certo ponto convenhamos é tolerante, infidelidade não.. Se alguém está com outrem é porque gosta, porque tem afinidades, então meus queridos porque buscar outra pessoa?  Se não está bom é simples, O TÉRMINO É A MELHOR SAIDA.  O problema de quem trai -acredito eu- é psicológico, essas pessoas sentem medo de ficarem só, fugindo do espaço de tempo onde ao final de um término  seria indispensável ficar só -o que é muito melhor-  mas não, logo buscam outra pessoa errando duplicamente.   

 Algumas pessoas me julgam “uma jovem idosa” e esse julgamento me causa certa repulsão -por vezes-, quiçá eu deveria ver a vida como uma pessoa de 21 anos e não como uma senhora de 60 anos que já viveu o bastante, segundo elas. Tudo bem admito, tem vários lados positivos em ser metade jovem e velha, por esse motivo eu prefiro ser um inteiro de metades de mim jovem idosa e amor. Não entendeu? Eu também não.

 

 

Sem mais .

 

ps.

Essa conclusão me ocorreu após algumas horas deitada sozinha dispersa de tudo, somente eu, meus pensamentos e um dizer de Quintana.

 




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